Vereadores reapresentam projeto que pretende impedir Araçatuba de receber lixo de outras cidades
21/01/2013Tramita novamente na Câmara Municipal, projeto de lei de Tieza Lemos Marques, Edna Flor, Arlindo Araújo e Carlinhos do 3º DP, que prevê impedir que empresas privadas que queiram se instalar em Araçatuba importem “lixo” de cidades vizinhas.
A iniciativa, protocolada na semana passada será apreciada quando as sessões ordinárias voltarem a acontecer. Esta já é a segunda vez, que os vereadores apresentam o projeto, com o foco de fazer valer a vontade do povo: DE NÃO QUERER QUE ARAÇATUBA RECEBA RESÍDUOS DE CIDADES VIZINHAS.
O projeto complementa lei municipal, que apenas proíbe o recebimento de lixo de outros municípios no aterro sanitário, excluindo dessa proibição que empresas privadas recebam “lixo” de outras cidades.
Essa é mais uma tentativa dos vereadores de impedir que Araçatuba vire a cidade do lixão, já que o mesmo projeto acabou sendo vetado no final do ano passado, quando a maioria dos vereadores da Legislatura anterior, optaram por ficar a favor do prefeito, ou seja, preferiram manter o veto do prefeito ao projeto. Eles apostam que com outros vereadores no cargo, a proposta seja dessa vez aprovada, e o desejo do povo enfim atendido.
De acordo com a vereadora Tieza, em entrevista ao jornal Folha da Região, a proposta está sendo reapresentada para evitar que a cidade receba material que possa colocar a população em algum tipo de risco. “A população não pode correr riscos de contaminação, de desvalorização, imobiliária, nem de ficar taxada como a cidade do lixoâ€, disse Tieza.
A vereadora Tieza, está na turma daqueles que se dizem contra Araçatuba importar lixo de outros municípios. Ela está atenta às manifestações na rede social e pela cidade, sendo a favor dos movimentos. “Importar lixo, é importar riscos”, afirmou a vereadora.
No projeto, eles escrevem que, “a propositura tem por objetivo impedir que o município receba de outras cidades, resíduos e rejeitos de qualquer natureza, evitando-se danos ao meio-ambiente e à saúde pública”.
No entanto, preocupados com o desenvolvimento sustentável os vereadores se preocuparam em ressalvar essa proibição para “materiais recicláveis e reutilizáveis, inclusive os oriundos da construção civil, que forem destinados diretamente a cooperativas, associações ou empresas de reciclagem”.